Venho percebendo cada vez mais que prefiro me dedicar a projetos de longo fôlego do que a múltiplos projetos curtos. Ou mesmo projetos longos, mas picados em fôlegos curtos.
Imagine que cada trabalho é um processo, com começo, meio e fim. Esse processo, quando tem foco dividido com outras coisas, acaba se diluindo e perdendo o ritmo.
E lá vem minhas analogias de novo:
Vejo o desenho como uma experiência rica, de imersão em uma linguagem não-falada, não-escrita. É quase como nadar. E meditar, ao mesmo tempo. Exige uma entrada, onde o artista se prepara, e mergulha. às vezes, mergulha de cabeça, às vezes, entra aos poucos, se acostumando com a temperatura da água.
Mas o fato é que, uma vez lá dentro, é preciso continuar nadando, senão você afunda. Essa coisa de manter o movimento, manter o foco naquela atividade, pode chegar ao ponto de virar um tipo de mantra, um tipo de meditação. Tudo se perde em volta, tudo perde o significado e resta apensas o desenhar.
Às vezes, minha respiração desacelera, e perco a noção do tempo totalmente. E sabe de uma coisa? Eu amo quando isso acontece. É aí que, de fato, sinto que estou desenhando com todo meu potencial... Não só a construção de uma figura, não é só o método ou a técnica: é transcender tudo isso, é não pensar muito e deixar a coisa fluir. É achar um ritmo e deixar-se levar por ele e levá-lo ao mesmo tempo.
Ritmo é muito importante para mim e pro meu processo de trabalho. Por isso ouço muita música. Às vezes, insisto na "música errada" pro momento ou pra determinado trabalho. Hoje em dia ouço coisas que não me imaginaria ouvindo há 10 anos atrás, mas é interessante perceber que várias músicas que me cativam são aquelas que são um clima quase narrativo. Certas músicas são como mantras, com ritmos repetidos e riffs em looping.
Isso pode acabar gerando no artista uma certa rotina, mas eu vejo segurança nessa rotina. Não gosto muito do caos infinito de não saber o que vem depois, de não saber no que focar. Quero foco, quero ritmo, quero meditar sobre meu trabalho enquanto vejo as imagens se formando na minha frente, sobre o papel, saídas do meu pincel e lápis.
Eu sempre repito com certo saudosismo dos meses que dediquei somente ao Dom Casmurro, no começo de 2012. Como o edital do ProAC possibilitou um foco maior no livro, parei com todos os freelances, com vários clientes, e desenhava, quase somente o Casmurro, todo dia, com uma disciplina absurda. No meio da semana, parava para fazer a página de Terapia e para dar aulas. E só. Queria terminar toda a arte do livro pois no mês de maio começaria a trabalhar pesado em Equipe Evoke (outro trabalho que rendeu muito foco e disciplina, mas de forma muito mais tensa. Depois eu falo disso) e não queria misturar as coisas.
A vida de freelancer é complicada demais, e ter dias da semana com horários totalmente diferentes entre si não ajuda muito. Pode ser que hoje você queira muito mergulhar no desenho e se perder naquele oceano todo, mas às X horas tem compromisso, ou é um dia cheio de aulas, ou até mesmo aparece um freela urgente que tomará todo seu tempo.
Não sou contra as aulas, nem contra os freelas. Preciso deles pois, como devem saber, as HQs não me rendem dinheiro algum. Mas é um certo incômodo quando, ao estabelecer um bom ritmo de trabalho (coisa que não vem fácil, acreditem... e olha que eu sou workaholic total), de repente acabo sendo "forçado" a sair dele para focar noutras coisas.
Isso tudo é necessário. Há que se treinar o desapego nisso também. Se eu fosse focar somente em produzir HQs todo santo dia, eu poderia acabar aparecendo com mais histórias diferentes, inúmeros projetos de vários temas. Talvez eu fosse muito feliz fazendo isso. Mas é inviável. Pelo menos, por enquanto.
Agora deixe-me voltar à prancheta. Preciso achar meu mantra de hoje, preciso conseguir mergulhar e nadar, mesmo que a água esteja fria ou meu fôlego esteja fraco.
Desenhar é preciso.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Mergulho e mantra
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
InterFaces - Palestra na PUC Campinas
Acontece essa semana, na PUC Campinas, o evento InterFaces, que traz palestras e oficinas que orbitam o universo dos games, quadrinhos, ilustrações e narrativas em geral.
Organizado pela professora Tatiana Dantas, o InterFaces conta com uma oficina do Cadu Simões, meu parceiro de Petisco e roteirista de Nova Hélade e Homem Grilo, naquarta-feira, dia 15/05 às 14h, no Bloco H7.
Já eu palestro para o pessoal no Auditório Dom Gilberto, na PUCC 1, a partir das 20h20, sobre as possibilidades de publicação de HQs, do papel à webcomic. Vai ser meio curtinha, mas vou tentar trazer tudo que sei sobre o assunto de forma objetiva. Vai ser também na quarta, dia 15/05.
Levarei também minhas HQs para quem quiser comprar!
Veja abaixo a programação completa!
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Entrevista - Programa Livros
Oi, caros!
Fiquei sabendo através do amigo Fabio Merki que uma entrevista sobre o Casmurro está no youtube
Entrevista minha e do Felipe Greco, mais uma vez sobre nossa adaptação de Dom Casmurro para quadrinhos!
Dessa vez no programa Livros, do jornalista Ederson Granett, na TV Univesp!
Foi muito bacana, e gravamos na Livraria Martins Fontes, um dia antes do lançamento em São Paulo, que foi no mesmo local.
Fiquei sabendo através do amigo Fabio Merki que uma entrevista sobre o Casmurro está no youtube
Entrevista minha e do Felipe Greco, mais uma vez sobre nossa adaptação de Dom Casmurro para quadrinhos!
Dessa vez no programa Livros, do jornalista Ederson Granett, na TV Univesp!
Foi muito bacana, e gravamos na Livraria Martins Fontes, um dia antes do lançamento em São Paulo, que foi no mesmo local.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
Bang! - Bate-papo
Esse sábado, 11 de maio, participarei de um bate-papo no evento BANG!, em São Paulo, com os grandes André Diniz, Dalton Soares, Spacca e Marcelo D'Salete!
O evento acontece no Telstar Hostel, onde também há uma exposição de vários quadrinistas, e ainda, nossas HQs à venda!
O endereço está nos flyers abaixo:
(Devo ter Dom Casmurro pra vender lá dessa vez!)
Nos vemos lá!
O evento acontece no Telstar Hostel, onde também há uma exposição de vários quadrinistas, e ainda, nossas HQs à venda!
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Resenhas e críticas: Dom Casmurro
Oi, pessoal!
Aqui vão mais alguns links para resenhas do Dom Casmurro!
Quadrim
Revista Quentin
O Grito!
A Notícia
Impulso HQ
Esboçais
Em breve, bate-papo e lançamentos em Pedreira, Amparo e Jaguariúna, todas cidades do interior de São Paulo, onde estão minhas raízes.
Aqui vão mais alguns links para resenhas do Dom Casmurro!
Quadrim
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domingo, 5 de maio de 2013
Dom Casmurro na PlayTV!
Enfim está no ar a entrevista que eu e o Felipe demos para a Bianca Jhordão, no programa Combo Fala + Joga, da PlayTV!
Em meio a jogos de videogame, falamos sobre nossa parceria, o processo criativo e soltamos até alguns easter eggs que estão no livro...
Foi ao ar no dia 20 de março, mas vocês podem assistir NESSE LINK!
Em meio a jogos de videogame, falamos sobre nossa parceria, o processo criativo e soltamos até alguns easter eggs que estão no livro...
Foi ao ar no dia 20 de março, mas vocês podem assistir NESSE LINK!
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
BANG!
Começou no dia 20 de abril, e vai até dia 18 de maio, o evento BANG! É uma exposição de vários artistas brasileiros das histórias em quadrinhos, com palestras e bate-papos imperdíveis.
Participo da exposição, e também com meu material à venda no local (a partir de sábado 27/04).
Também participo do bate-papo do dia 11/05!
Veja abaixo a programação completa e as informações do evento.
Participo da exposição, e também com meu material à venda no local (a partir de sábado 27/04).
Também participo do bate-papo do dia 11/05!
Veja abaixo a programação completa e as informações do evento.
ABERTURA: 20/04
ENCERRAMENTO: 18/05
PROGRAMAÇÃO:
20/04 – 16h – Abertura
27/04 – 16h – Palestra com Lourenço Mutarelli
04/05 – 16h – Palestra com Fernando Gonsales
11/05 – 16h – Bate-papo com Spacca, André Diniz, Marcelo D’Salete, Mario Cau, Dalton Soares
18/05 – 16h – Bate-papo com Mário César, Laudo Ferreira Jr., Omar Viñole, Daniel Esteves, D.W. Ribatski, Paulo Crumbim e Cristina Eiko
Endereço:
Rua Cap. Cavalcânti, 177 - Vila Mariana - São Paulo
Informações: www.teslstarhostels.com.br
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
O silêncio entre dois quadrinhos
Muitas vezes, o silêncio é uma boa coisa. Eu mesmo me considero um cara quieto, reservado. Claro, converso um monte com amigos e familiares e às vezes acho que falo até demais. Reflexo de ser professor, profissão valorizada só em tese por muita gente que não pode, efetivamente, mudar o status quo da profissão.
Mas o assunto não é ensinar, é o silêncio. E se ensina também pelo silêncio. Lembro até hoje de um depoimento no meu finado orkut (lembra disso?) de uma amiga e colega dos tempos de faculdade, que elogiava minha postura e o meu silêncio. Eu me senti orgulhoso disso, não nego. Meu silêncio muitas vezes não é falta do que dizer, é o ouvir, prestar atenção. Não só nos outros, mas em tudo, no mundo, na vida. Um tipo de contemplação que muita gente não faz ideia de como atingir, pois nossa vida é bombardeada de imagem e sons e propaganda e... Enfim.
Esse pensamento de silêncio me fez querer escrever hoje aqui no blog.
Queria talvez explicar por que eu não ando postando tanto por aqui. Nunca fui um postador compulsivo mas convenhamos, esse blog fica às traças por tempo demais. E parte da culpa, arrisco, é de vocês, leitores, que não comentam mais nada que eu posto aqui, eheheh. Não dependo de comentários para postar coisas novas, mas saber que existe uma interação com quem escolhe me ler aqui é interessante.
Na internet, somos vozes solitárias, nunca sabemos se alguém ouviu o que dissemos. A não ser que exista uma resposta, uma curtida, um compartilhamento... É uma relação bizarra.
Apesar disso tudo, oque tem me feito não postar nada aqui é falta de tempo. E falta de organizar o tempo que me sobra, afim de poder escrever com mais frequência e tornar o Blog'n'Roll mais atrativo pros leitores.
Também me faz pensar, quando abro o Chrome e vejo, nas 8 janelinhas que mostram os 8 sites que ue mais acesso diariamente, que o 9gag empurrou a do Blog pra fora. Isso é lamentável. Decidi mudar isso hoje, e escrever.
Eu lembrei, mais uma vez, que HOJE, 17/4, é o lançamento de Dom Casmurro na Fnac do Shopping Parque D. Pedro. E eu não divulguei isso no Blog em momento algum. Por que, será? Talvez a falta de feedback. Mas muito disso se deve a uma organização desorganizada.
Vejo grandes artistas e escritores, alguns amigos, outros ídolos, mantendo blogs atualizados, mas não compulsivamente. Todos tem trabalho pra fazer, prazos para cumprir e as postagens nos blogs, raras, se tornam mais especiais ainda: um pouco da mente de cada um desses profissionais/seres humanos. Confesso que leio poucos blogs. Deveria ler mais, ler mais livros, revistas, sites, notícias...
Sim, deveria ler mais. E ver os filmes que peguei e estão numa pasta esquecidos. E ouvir os discos que peguei e tiveram o mesmo destino. Acredita que eu só assisti As Bicicletas de Belleville nesse último fim de semana...? (aliás, recomendo muito)
Por que então, não o faço? Ou faço com tantos intervalos? Porque, meus caros, existe a prancheta. Existem os Quadrinhos.
No exato momento em que estou escrevendo isso para vocês, na verdade deveria estar lá, desenhando a página de hoje de Terapia, que vai atrasar mais uma vez. Complicada, cheia de referências, muita pesquisa, delicioso. Do jeito que eu gosto. A HQ que mais gosto. Mas se eu não viesse escrever agora, esse texto (que já é maior do que eu planejava e não está perto do fim) se perderia totalmente.
Vocês devem saber (ou deveriam) que eu não ganho nenhum dinheiro com a webcomic Terapia (tampouco o Rob e a Marina). Geralmente, se formos considerar somente o caráter financeiro da coisa, eu costumo perder dinheiro com Terapia. Material, livros pra pesquisa, e claro, o tempo que eu dedico que poderia ser dedicado a qualquer outro projeto que rendesse algum pagamento. Não estou reclamando. Faço Terapia e amo a experiência. É meu melhor trabalho, com certeza. E vou continuar produzindo até o fim independente de ter pagamentos ou não.
Mas vejam, isso não é uma exclusividade minha, como autor. A maior parte dos quadrinistas (qualquer que seja sua temática, técnica, especialidade no processo) não ganha nada pela produção de suas webcomics. Talvez um ou outro autor, com um site mais visitado, tenha lá seus anúncios (que a gente sabe, não rendem grandes coisas), ou até conseguem vender produtos associados a seu trabalho (uma ótima iniciativa, já que a leitura da HQ é gratuita - pouca gente no Brasil explora o merchandising em cima de suas criações). Mas geralmente, não há dinheiro envolvido.
É produção por paixão, por amor, visando, talvez lá na frente, um livro, ou algum produto derivado, que serão levados a eventos e à loja online. Todas coisas que geram um custo, claro, e que não obrigatoriamente é compensado por vendas.
Ultimamente ando pensando muito em muitas coisas sobre a produção de HQ por aqui. Não cheguei a grandes conclusões: o mercado está crescendo, há muita produção e muita gente boa. Mas não considero ideal ainda.
É estranho pensar que isso é associado a algo cultural do nosso país (rico em cultura, pobre em cultura - pensem nisso). Queremos ver o programa de TV, não queremos ver a propaganda entre os intervalos. Queremos ler o livro mas não queremos pagar caro. Queremos ler webcomics todo dia/semana sem pagar um centavo por ela. Quem paga as contas, então, daquele pessoal que PRODUZ o que você consome?
Lembro aqui de alguns exemplos envolvendo isso.
Uns dias atrás, lembro do Fabio Coala (Mentirinhas), que recusou a publicação de suas tirar num jornal que não pagaria nada por elas. Comecei uma conversa com o Coala e com o cara do jornal, educadamente. O cara disse que ninguém na cadeia de produção desse jornal ganhava qualquer coisa. Perguntei então, sobre a gráfica e a distribuição, coisas que raramente se consegue "na parceria". Segundo ele, essas etapas também não são pagas. Todo mundo trabalha pelo amor da coisa, ou pela divulgação do seu nome. Acho complicado. Já fiz - e faço - projetos onde não ganho nada. Ninguém faz em troca de nada - pelo menos se pensa que aquilo vai levar seu nome e seu trabalho amais pessoas, e isso pode reverter em trabalhos remunerados, no futuro. Algo como um investimento...
Outro dia também, o Ryot (Ryotiras) escrever um texto muito sério, onde explicava que, devido a problemas infinitos com o atendimento ruim e o serviço mal-providenciado (e às vezes, nem sequer providenciado) de duas (DUAS!) companhias de internet/TV/telefone, não estava conseguindo manter a frequência do seu site, um dos mais bacanas das webtiras brasileiras. Não é que ele não queria produzir as tiras. Não é que o computador pifou. Não foram outros projetos. Ele não conseguia internet pra poder trabalhar com as tiras. (aliás, vale comentar, que, segundo o próprio, ele já trabalha 10 horas por dia em outro emprego, e AINDA tem o pique se manter o Ryotiras). Por isso, ele estava parando. Ryotiras agora está em stand by, e não sei se volta. Duas companhias de internet, com seu trabalho péssimo, causaram o silêncio de um dos mais prolíficos autores de HQ da internet. E, mesmo assim, teve um leitor que teve a audácia de comentar lá, dizendo que o autor não postava por não querer, e todo aquele papo (fácil pra caramba de ser dito por quem não produz nada e não entende nada do que é ser quadrinista) de vagabundagem e etc. O Ryot respondeu, educadamente, claro. E pronto.
Ontem, senti orgulho de um ex-aluno, o Tila Barrionuevo. Baita ilustrador, postou ontem a mensagem que recebeu de alguém (talvez o promoter ou algo assim de um espaço cultural, ou bar, ou festa, sei lá). A pessoa perguntava se poderia usar a arte do Tila para divulgar o seu negócio (porque É um negócio, até onde eu saiba), e que colocaria o nome dele e o link do portfolio, e que isso com certeza traria muitas visualizações pra ele. O Tila respondeu agradecendo, mas não: "infelizmente, visualizações não pagam minhas contas". Simples, correto, direto ao ponto. E é verdade.
Vejo tiras do Will Leite, da Ila Fox, do Ricardo Coimbra, do André Dahmer, entre outros, flutuando pela internet e aparecendo, muitas vezes editadas, em sites aleatórios. Quando vejo, faço questão de comentar e marcar o autor. Mesmo que ele esteja creditado, aliás. É muito fácil pegar uma obra de arte/entretenimento da internet e replicá-la, mas o mínimo ético é creditar a pessoa que FEZ aquela obra.
Dia desses também ocorreu algo bem complicado com o Rob Gordon. Só pra não ficarmos só nas HQs. O Rob escreveu um texto sobre as declarações do pastor Feliciano sobre a morte de John Lennon. Um bom texto, texto do Rob, claro. Depois de um tempinho ele veio anunciar no facebook que uma tal pessoa, Suzana Pequeno (guardem esse nome e DENUNCIEM), tinha postado esse mesmo texto dele. Acostumado a ter seu trabalho compartilhado e retuitado, a princípio parecia alguém que curtiu mesmo o texto e quis passar pra frente. Mas ele acabou vendo que ela deu uma mexidinha numa parte do texto, e estava, na verdade, ASSINANDO como autora. É MUITA cara-de-pau pro meu gosto. Se gostou do texto, é só compartilhar, creditando o autor original, e dizer que gostou. Não se pega a obra de outra pessoa e assina como sua. Isso é CRIME.
Enfim, esse incômodo me pega há tempos. Já fui vítima de plágio e estou resolvendo isso. Fica pra outro texto. Mas que tipo de pessoa se acha no direito de cobrar um autor que produz gratuitamente, e ainda chamá-lo de vagabundo? Que tipo de companhias de prestação de serviços temos pra lidar (todas, já aviso) que são incompetentes no que fazer em quase todos os níveis, causando problemas pra vida de muitos profissionais (que pagam tudo certinho, sempre, claro)? Que tipo de relação é essa, e até quando ela vai ser tão comum, de querer usar seu trabalho sem custo pra divulgar outra coisa (que geralmente, rende dinheiro, que nunca é revertido pro autor de tal obra)?
Pessoal, produzir conteúdo artístico, cultural, de entretenimento, não só não é fácil como tanta gente acha, como CUSTA. A vida de todo mundo é regida por impostos, dinheiro, prazos. A companhia de luz não quer saber se tenho freelas suficientes, eles querem ter a conta paga. Porque eu USO a energia que eles providenciam. Agora, quando é a minha vez, a nossa vez, a vez do profissional, do autônomo, do freelancer, de cobrar o que lhe é devido, isso vira uma relação complicada. Já tive experiências com agências onde os prazos eram absurdos, as alterações infinitas, a exigência de qualidade no alto... E, como de costume, o pagamento é só pra depois de 30 dias da entregado material. Às vezes, 60 dias. Às vezes era esquecido. Às vezes, EU tinha que rastrear quilos de emails em busca das conversas onde foram acertados valores e parcelas, porque o próprio cliente não sabia como tinha sido combinado.
E então, o autor, o produtor de conteúdo, que deveria estar na prancheta, no estúdio, no computador que seja, escrevendo ou editando ou modelando, ou etc, perde TEMPO cuidando de burocracias, de cobranças, de conversas desnecessárias, para que tudo seja feito do jeito certo. O que se costuma ver é quem está mais na base da cadeia sendo totalmente ético e trabalhando certinho, e quem está no topo tendo o comportamento muitas vezes oposto. É complicado. Expanda isso e veja como é nosso governo. Entendeu?
Bom, o tempo que eu "perdi" aqui escrevendo não será revertido em qualquer tipo de remuneração. O que ganha-se então, no final das contas? Talvez a satisfação de ter posto pra fora alguns pensamentos... Talvez de saber que, lendo isso, algumas pessoas podem entender melhor como funciona a nossa vida de autor, e quem sabe com isso, ajustar o comportamento. Sabemos que ninguém é certinho ao extremo. Mas dá pra chegar perto. Dá pra ser menos cara-de-pau, menos anti-ético, menos babaca.
Depois disso, vou almoçar (já são quase 13h por aqui e preciso ainda resolver o almoço), e depois, volto à página de Terapia, a outros projetos que não render pagamentos (pelo menos não agora), e amanhã vou pra Pandora dar aulas o dia todo, na esperança que meus alunos um dia não precisem pensar tanto nisso ou escrever em seus blogs certos desabafos que eu coloco aqui, ali e acolá.
Juro que isso não é mimimi. É querer de verdade uma situação de trabalho boa, decente, para mim e meus amigos autores. A gente que ganha a vida produzindo imagem, textos, música, e tantas outras coisas que são adoradas e reverenciadas pelo povo em geral, mas que quando se fala em pagamento, em direito autoral, ou seja, na parte SÉRIA da história, todo mundo dá um passinho pra trás.
Às vezes eu fico cansado das coisas que vejo por aí. Da política, das tragédias, dos crimes, da malandragem, do descaso. Fico com vontade de desabafar oque penso sobre isso, e hoje eu fiz exatamente isso. Sobre os assuntos que eu de fato vivo e domino.
Estamos aqui, na linha de frente, e somos de todos os tamanhos e estilos. Só queremos fazer o que fazemos de melhor e dar às pessoas conteúdos bacanas para que possam se entreter e ter uma vida mais rica e inteligente. Mas não podemos fazer isso de graça o tempo todo. Amamos o que fazemos, pois se não amássemos, se não fôssemos apaixonados e obcecados por isso, não faríamos. Mas isso não é desculpa para fazer ganhando pouco ou nada. Nosso conteúdo - tanto pessoal quando produzido - é de um valor considerável.
Espero não ter enchido demais o saco. Espero poder alimentar mais esse blog, e principalmente com notícias boas! Espero não ter parecido um mercenário. Espero que nos vejamos por aí!
Mas o assunto não é ensinar, é o silêncio. E se ensina também pelo silêncio. Lembro até hoje de um depoimento no meu finado orkut (lembra disso?) de uma amiga e colega dos tempos de faculdade, que elogiava minha postura e o meu silêncio. Eu me senti orgulhoso disso, não nego. Meu silêncio muitas vezes não é falta do que dizer, é o ouvir, prestar atenção. Não só nos outros, mas em tudo, no mundo, na vida. Um tipo de contemplação que muita gente não faz ideia de como atingir, pois nossa vida é bombardeada de imagem e sons e propaganda e... Enfim.
Esse pensamento de silêncio me fez querer escrever hoje aqui no blog.
Queria talvez explicar por que eu não ando postando tanto por aqui. Nunca fui um postador compulsivo mas convenhamos, esse blog fica às traças por tempo demais. E parte da culpa, arrisco, é de vocês, leitores, que não comentam mais nada que eu posto aqui, eheheh. Não dependo de comentários para postar coisas novas, mas saber que existe uma interação com quem escolhe me ler aqui é interessante.
Na internet, somos vozes solitárias, nunca sabemos se alguém ouviu o que dissemos. A não ser que exista uma resposta, uma curtida, um compartilhamento... É uma relação bizarra.
Apesar disso tudo, oque tem me feito não postar nada aqui é falta de tempo. E falta de organizar o tempo que me sobra, afim de poder escrever com mais frequência e tornar o Blog'n'Roll mais atrativo pros leitores.
Também me faz pensar, quando abro o Chrome e vejo, nas 8 janelinhas que mostram os 8 sites que ue mais acesso diariamente, que o 9gag empurrou a do Blog pra fora. Isso é lamentável. Decidi mudar isso hoje, e escrever.
Eu lembrei, mais uma vez, que HOJE, 17/4, é o lançamento de Dom Casmurro na Fnac do Shopping Parque D. Pedro. E eu não divulguei isso no Blog em momento algum. Por que, será? Talvez a falta de feedback. Mas muito disso se deve a uma organização desorganizada.
Vejo grandes artistas e escritores, alguns amigos, outros ídolos, mantendo blogs atualizados, mas não compulsivamente. Todos tem trabalho pra fazer, prazos para cumprir e as postagens nos blogs, raras, se tornam mais especiais ainda: um pouco da mente de cada um desses profissionais/seres humanos. Confesso que leio poucos blogs. Deveria ler mais, ler mais livros, revistas, sites, notícias...
Sim, deveria ler mais. E ver os filmes que peguei e estão numa pasta esquecidos. E ouvir os discos que peguei e tiveram o mesmo destino. Acredita que eu só assisti As Bicicletas de Belleville nesse último fim de semana...? (aliás, recomendo muito)
Por que então, não o faço? Ou faço com tantos intervalos? Porque, meus caros, existe a prancheta. Existem os Quadrinhos.
No exato momento em que estou escrevendo isso para vocês, na verdade deveria estar lá, desenhando a página de hoje de Terapia, que vai atrasar mais uma vez. Complicada, cheia de referências, muita pesquisa, delicioso. Do jeito que eu gosto. A HQ que mais gosto. Mas se eu não viesse escrever agora, esse texto (que já é maior do que eu planejava e não está perto do fim) se perderia totalmente.
Vocês devem saber (ou deveriam) que eu não ganho nenhum dinheiro com a webcomic Terapia (tampouco o Rob e a Marina). Geralmente, se formos considerar somente o caráter financeiro da coisa, eu costumo perder dinheiro com Terapia. Material, livros pra pesquisa, e claro, o tempo que eu dedico que poderia ser dedicado a qualquer outro projeto que rendesse algum pagamento. Não estou reclamando. Faço Terapia e amo a experiência. É meu melhor trabalho, com certeza. E vou continuar produzindo até o fim independente de ter pagamentos ou não.
Mas vejam, isso não é uma exclusividade minha, como autor. A maior parte dos quadrinistas (qualquer que seja sua temática, técnica, especialidade no processo) não ganha nada pela produção de suas webcomics. Talvez um ou outro autor, com um site mais visitado, tenha lá seus anúncios (que a gente sabe, não rendem grandes coisas), ou até conseguem vender produtos associados a seu trabalho (uma ótima iniciativa, já que a leitura da HQ é gratuita - pouca gente no Brasil explora o merchandising em cima de suas criações). Mas geralmente, não há dinheiro envolvido.
É produção por paixão, por amor, visando, talvez lá na frente, um livro, ou algum produto derivado, que serão levados a eventos e à loja online. Todas coisas que geram um custo, claro, e que não obrigatoriamente é compensado por vendas.
Ultimamente ando pensando muito em muitas coisas sobre a produção de HQ por aqui. Não cheguei a grandes conclusões: o mercado está crescendo, há muita produção e muita gente boa. Mas não considero ideal ainda.
É estranho pensar que isso é associado a algo cultural do nosso país (rico em cultura, pobre em cultura - pensem nisso). Queremos ver o programa de TV, não queremos ver a propaganda entre os intervalos. Queremos ler o livro mas não queremos pagar caro. Queremos ler webcomics todo dia/semana sem pagar um centavo por ela. Quem paga as contas, então, daquele pessoal que PRODUZ o que você consome?
Lembro aqui de alguns exemplos envolvendo isso.
Uns dias atrás, lembro do Fabio Coala (Mentirinhas), que recusou a publicação de suas tirar num jornal que não pagaria nada por elas. Comecei uma conversa com o Coala e com o cara do jornal, educadamente. O cara disse que ninguém na cadeia de produção desse jornal ganhava qualquer coisa. Perguntei então, sobre a gráfica e a distribuição, coisas que raramente se consegue "na parceria". Segundo ele, essas etapas também não são pagas. Todo mundo trabalha pelo amor da coisa, ou pela divulgação do seu nome. Acho complicado. Já fiz - e faço - projetos onde não ganho nada. Ninguém faz em troca de nada - pelo menos se pensa que aquilo vai levar seu nome e seu trabalho amais pessoas, e isso pode reverter em trabalhos remunerados, no futuro. Algo como um investimento...
Outro dia também, o Ryot (Ryotiras) escrever um texto muito sério, onde explicava que, devido a problemas infinitos com o atendimento ruim e o serviço mal-providenciado (e às vezes, nem sequer providenciado) de duas (DUAS!) companhias de internet/TV/telefone, não estava conseguindo manter a frequência do seu site, um dos mais bacanas das webtiras brasileiras. Não é que ele não queria produzir as tiras. Não é que o computador pifou. Não foram outros projetos. Ele não conseguia internet pra poder trabalhar com as tiras. (aliás, vale comentar, que, segundo o próprio, ele já trabalha 10 horas por dia em outro emprego, e AINDA tem o pique se manter o Ryotiras). Por isso, ele estava parando. Ryotiras agora está em stand by, e não sei se volta. Duas companhias de internet, com seu trabalho péssimo, causaram o silêncio de um dos mais prolíficos autores de HQ da internet. E, mesmo assim, teve um leitor que teve a audácia de comentar lá, dizendo que o autor não postava por não querer, e todo aquele papo (fácil pra caramba de ser dito por quem não produz nada e não entende nada do que é ser quadrinista) de vagabundagem e etc. O Ryot respondeu, educadamente, claro. E pronto.
Ontem, senti orgulho de um ex-aluno, o Tila Barrionuevo. Baita ilustrador, postou ontem a mensagem que recebeu de alguém (talvez o promoter ou algo assim de um espaço cultural, ou bar, ou festa, sei lá). A pessoa perguntava se poderia usar a arte do Tila para divulgar o seu negócio (porque É um negócio, até onde eu saiba), e que colocaria o nome dele e o link do portfolio, e que isso com certeza traria muitas visualizações pra ele. O Tila respondeu agradecendo, mas não: "infelizmente, visualizações não pagam minhas contas". Simples, correto, direto ao ponto. E é verdade.
Vejo tiras do Will Leite, da Ila Fox, do Ricardo Coimbra, do André Dahmer, entre outros, flutuando pela internet e aparecendo, muitas vezes editadas, em sites aleatórios. Quando vejo, faço questão de comentar e marcar o autor. Mesmo que ele esteja creditado, aliás. É muito fácil pegar uma obra de arte/entretenimento da internet e replicá-la, mas o mínimo ético é creditar a pessoa que FEZ aquela obra.
Dia desses também ocorreu algo bem complicado com o Rob Gordon. Só pra não ficarmos só nas HQs. O Rob escreveu um texto sobre as declarações do pastor Feliciano sobre a morte de John Lennon. Um bom texto, texto do Rob, claro. Depois de um tempinho ele veio anunciar no facebook que uma tal pessoa, Suzana Pequeno (guardem esse nome e DENUNCIEM), tinha postado esse mesmo texto dele. Acostumado a ter seu trabalho compartilhado e retuitado, a princípio parecia alguém que curtiu mesmo o texto e quis passar pra frente. Mas ele acabou vendo que ela deu uma mexidinha numa parte do texto, e estava, na verdade, ASSINANDO como autora. É MUITA cara-de-pau pro meu gosto. Se gostou do texto, é só compartilhar, creditando o autor original, e dizer que gostou. Não se pega a obra de outra pessoa e assina como sua. Isso é CRIME.
Enfim, esse incômodo me pega há tempos. Já fui vítima de plágio e estou resolvendo isso. Fica pra outro texto. Mas que tipo de pessoa se acha no direito de cobrar um autor que produz gratuitamente, e ainda chamá-lo de vagabundo? Que tipo de companhias de prestação de serviços temos pra lidar (todas, já aviso) que são incompetentes no que fazer em quase todos os níveis, causando problemas pra vida de muitos profissionais (que pagam tudo certinho, sempre, claro)? Que tipo de relação é essa, e até quando ela vai ser tão comum, de querer usar seu trabalho sem custo pra divulgar outra coisa (que geralmente, rende dinheiro, que nunca é revertido pro autor de tal obra)?
Pessoal, produzir conteúdo artístico, cultural, de entretenimento, não só não é fácil como tanta gente acha, como CUSTA. A vida de todo mundo é regida por impostos, dinheiro, prazos. A companhia de luz não quer saber se tenho freelas suficientes, eles querem ter a conta paga. Porque eu USO a energia que eles providenciam. Agora, quando é a minha vez, a nossa vez, a vez do profissional, do autônomo, do freelancer, de cobrar o que lhe é devido, isso vira uma relação complicada. Já tive experiências com agências onde os prazos eram absurdos, as alterações infinitas, a exigência de qualidade no alto... E, como de costume, o pagamento é só pra depois de 30 dias da entregado material. Às vezes, 60 dias. Às vezes era esquecido. Às vezes, EU tinha que rastrear quilos de emails em busca das conversas onde foram acertados valores e parcelas, porque o próprio cliente não sabia como tinha sido combinado.
E então, o autor, o produtor de conteúdo, que deveria estar na prancheta, no estúdio, no computador que seja, escrevendo ou editando ou modelando, ou etc, perde TEMPO cuidando de burocracias, de cobranças, de conversas desnecessárias, para que tudo seja feito do jeito certo. O que se costuma ver é quem está mais na base da cadeia sendo totalmente ético e trabalhando certinho, e quem está no topo tendo o comportamento muitas vezes oposto. É complicado. Expanda isso e veja como é nosso governo. Entendeu?
Bom, o tempo que eu "perdi" aqui escrevendo não será revertido em qualquer tipo de remuneração. O que ganha-se então, no final das contas? Talvez a satisfação de ter posto pra fora alguns pensamentos... Talvez de saber que, lendo isso, algumas pessoas podem entender melhor como funciona a nossa vida de autor, e quem sabe com isso, ajustar o comportamento. Sabemos que ninguém é certinho ao extremo. Mas dá pra chegar perto. Dá pra ser menos cara-de-pau, menos anti-ético, menos babaca.
Depois disso, vou almoçar (já são quase 13h por aqui e preciso ainda resolver o almoço), e depois, volto à página de Terapia, a outros projetos que não render pagamentos (pelo menos não agora), e amanhã vou pra Pandora dar aulas o dia todo, na esperança que meus alunos um dia não precisem pensar tanto nisso ou escrever em seus blogs certos desabafos que eu coloco aqui, ali e acolá.
Juro que isso não é mimimi. É querer de verdade uma situação de trabalho boa, decente, para mim e meus amigos autores. A gente que ganha a vida produzindo imagem, textos, música, e tantas outras coisas que são adoradas e reverenciadas pelo povo em geral, mas que quando se fala em pagamento, em direito autoral, ou seja, na parte SÉRIA da história, todo mundo dá um passinho pra trás.
Às vezes eu fico cansado das coisas que vejo por aí. Da política, das tragédias, dos crimes, da malandragem, do descaso. Fico com vontade de desabafar oque penso sobre isso, e hoje eu fiz exatamente isso. Sobre os assuntos que eu de fato vivo e domino.
Estamos aqui, na linha de frente, e somos de todos os tamanhos e estilos. Só queremos fazer o que fazemos de melhor e dar às pessoas conteúdos bacanas para que possam se entreter e ter uma vida mais rica e inteligente. Mas não podemos fazer isso de graça o tempo todo. Amamos o que fazemos, pois se não amássemos, se não fôssemos apaixonados e obcecados por isso, não faríamos. Mas isso não é desculpa para fazer ganhando pouco ou nada. Nosso conteúdo - tanto pessoal quando produzido - é de um valor considerável.
Espero não ter enchido demais o saco. Espero poder alimentar mais esse blog, e principalmente com notícias boas! Espero não ter parecido um mercenário. Espero que nos vejamos por aí!
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segunda-feira, 18 de março de 2013
DossiêHQ - Petisco!
Estrada, blues e petiscos
O DossiêHQ é um encontro com autores de quadrinhos promovido pela Gibiteria, comic shop localizada no bairro de Pinheiros, e já está se tornando tradicional.
Nestes bate-papos os produtores falam sobre seus projetos atuais e futuros, suas influências e opiniões sobre os quadrinhos no Brasil e no mundo. No próximo dia 22/03/2013 um dos convidados será o roteirista Daniel Esteves, premiado com os troféus Angelo Agostini e HQMIX, criador da, também premiada, série Nanquim Descartável, que irá falar sobre o seu recém lançado álbum, KM Blues, selecionado pelo ProAc, feito em parceria com os irmãos Wanderson e Wagner de Souza.
Os outros convidados são a turma do coletivo Petisco, o site de webquadrinhos que publica séries semanais, sendo que uma delas, Terapia foi premiada com o HQMIX em 2012. Eles irão falar sobre o primeiro álbum impresso do grupo, o Petisco Apresenta Volume 1, projeto que foi financiado, no ano passado, por crowdfunding no Catarse e que reúne algumas das séries do site em histórias fechadas e inéditas.
Atualmente fazem parte do Petisco: Cadu Simões, Ana Recalde, Mario Cau, Daniel Esteves, Will, Denis Melo, Rob Gordon, Marina Kurcis, Caio "Yo", Alex Mir, Vencys Lao e Karlisson.
Como já é de praxe, toda essa conversa tem um mediador, assim como já ocorreu das outras vezes ele será o roteirista Lillo Parra, autor de duas adaptações de Shakespeare (Sonho de Uma Noite de Verão e A Tempestade) publicadas pela Editora Nemo em 2011 e 2012, respectivamente.
Ao final do bate-papo acontece a sessão de autógrafos com todos os presentes, a entrada é franca.
Dia: 22 de março de 2013
Horário: à partir das 19h30.
Local: Gibiteria - Praça Benedito Calixto, 158 - 1º andar - (11) 3167-4838
e-mail: contato@gibiteria.com
Twitter @gibiteria
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Lançamento - Dom Casmurro - São Paulo
A grande noticia da semana é que finalmente Dom Casmurro ganha seu aguardado lançamento e sessão de autógrafos na cidade de São Paulo!
Vai ser nesse sábado, à partir das 15h30, na Livraria Martins Fontes. Fica na Avenida Paulista, 509. Fácil acesso de qualquer meio de transporte que escolher, e tem estacionamento perto também.
Esperamos por vocês lá, para um brinde muito merecido, e autógrafos machadianos.
Vai ser nesse sábado, à partir das 15h30, na Livraria Martins Fontes. Fica na Avenida Paulista, 509. Fácil acesso de qualquer meio de transporte que escolher, e tem estacionamento perto também.
Esperamos por vocês lá, para um brinde muito merecido, e autógrafos machadianos.
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